Páginas

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Uma só lágrima

Uma só lágrima
escorreu na minha face
e ela com toda fúria que tinha
lavou meu universo
de sentimento, amargura, decepções
e ansiedades várias.
Apagou como uma pintura de guache na chuva,
do meu rosto as marcas deixadas
pelas palavras duras que já ouvi
ao longo da minha vida breve, breve, breve.

Uma só lágrima
uma só, em todo seu furor
curou as minhas feridas
aquelas que eu mesmo me impús.
que doíam, machucavam, maltratavam meu pobre coração.
Uma lágrima, uma só,
que segurei por tanto tempo, não sei
regou imensos campos dentro de mim
nasceram flores, nasceram verdes e frutos sem fim.
Campos de sonhos novos a viver
Uma lágrima, uma só lágrima.

               Manoel Augusto