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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Era eu

Eu ví um homem maltrapilho
sentado na esquina
Seus olhos graves, tristes, mortos quase,
Pensei sua vida, pensei sua família
Sentí saudade de sua casa
senti a falta de seus sorrisos,
senti tanto a sua dor.
que olhando de novo aquele homem
quem estava lá sozinho, perdido, abandonado e invisível
era eu!

Eu vi um garoto pedido um trocado
no sinal de trânsito.
Vi. Sim! eu o vi!
parecia que ninguém o via
Eu desejei descobrir o que ele queria
eu queria saber como ele me via
e com isso o que ele sentia,
saber aquela sua dor que doia
tanto, tanto, tanto,
que nem mais percebia.

Que olhando de novo, de perto, nos olhos
quem estava lá sozinho, perdido, abandonado e invisível
era eu!

                               Manoel Augusto

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