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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Outono


Outono,
querias que fosses verão,
queria que rimasses com alegria
ao invés de rimar com solidão.
Outono,
Tú remetes a calma de um dia de morno sol,
Não aqueces, não esfrias,
Nem me dizes porque devo suportarte.
Outono,
Tú duvidas de tí mesmo,
Tú não dizes a que veio.
Queria tanto gostar de tí.
Até gosto de tua ausência presente.
De tuas meias palavras e de teus meios caminhos.
Tú és quase em quase tudo,
És quase um gesto, és quase um carinho.
Não és verão, não és inverno
é de todos eles um pouquinho.
Não fosse outono teu nome,
tú te chamarias sozinho!

        Manoel Augusto